O disco “Tarja Preta”, primeiro trabalho de música autoral do artista Sá Gabriel, será lançado na próxima quinta-feira (12) às 19h30 no Acervo Móvel, em Poços de Caldas (MG), em formato independente, intimista e para convidados. Haverá participação de Deivid Santos e Dj Mancha.

Álbum aborda temas como saúde mental e censura (fotos: Lu Alves)

No último mês, o artista lançou nas plataformas digitais e de streaming a canção “Espelho Nu”, que é a primeira faixa de trabalho do disco, com produção musical de Deivid Santos. O clipe, da mesma música, contou com direção do próprio artista, captação e edição de Guilherme Yoshi e participação especial do bailarino Harry Gavlar, integrante do Ballet da Cidade de São Paulo.

O álbum conta com cinco faixas e a apresentação é composta por, além das canções, interlúdios de spoken word do artista. Além disso, o show trata de temas fundamentais e densos, como censura, saúde mental, términos e questões de gênero porém de forma propositiva e afetiva.

“A mensagem que quero passar é, sobretudo, que se encarar no espelho, nu, não é tão ruim quanto se pensa. Se ver é fundamental e é importante olhar por onde temos beleza, mas não só.  A criação do disco veio após o término de um relacionamento muito longo, em que enfrentei um luto, não só pela relação, mas pela parte de mim que perdi no processo. Eu entendi que nunca mais seria o mesmo e precisei lidar com isso e a melhor maneira foi escrevendo e transformando em música”,  contou o artista.

Contudo, o álbum não destaca apenas o processo individual do músico, mas traz um olhar mais amplo sobre diferentes questões que perpassam o Brasil atual, indo de um sentimento íntimo para o social e político.

“O Tarja Preta apresenta o atual momento que vivemos no Brasil – da censura aos psicotrópicos e psicoativos –  haja vista que ambos processos nos impedem de olhar no ‘espelho nu’. A sociedade está doente porque também estamos e é urgente que falemos sobre isso, no entanto, falar sobre isso incomoda a quem se interessa em manter essa roda girando, daí a censura”.

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